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sábado, 4 de julho de 2015

A Literatura trabalhada de uma maneira mais dinâmica.

Extremamente importante para a grade curricular, o estudo da Literatura pode se tornar bastante maçante se for feito de modo mais expositivo. Porém, se os conteúdos são repassados de uma maneira mais dinâmica e mais dialogada, o aprendizado dos alunos deixa de ser algo cansativo.

E é esse dinamismo que os professores de nossa EEEP buscam, como é o caso da professora Beatriz Almeida, que durante todo o mês de junho desenvolveu seu método de avaliação de uma forma diferenciada com a turmas de 1º e 2º anos de Redes de Computadores.

Com os alunos do 2º ano, em parceria com a professora Karina Menezes e alunos do curso de Eletrotécnica, foi trabalhado o resgate às grandes obras literárias brasileiras. A avaliação se deu com a realização de um seminário e encenações teatrais, atividade que já foi retratada por nossa equipe em postagens anteriores.
A professora Beatriz com o elenco de uma das peças encenadas por alunos de Redes de Computadores (2º ano).

Já com o 1º ano, Beatriz, inicialmente, trabalhou três conteúdos: Sonetos, Cantigas Trovadorescas e Texto Teatral. Portanto, a avaliação também se deu por meio de três atividades:

CRIAÇÃO E DECLAMAÇÃO DE SONETOS
Cada célula ficou responsável pela elaboração de um soneto em homenagem aos três anos de nossa escola, comemorados no último dia 28 de maio. Depois de prontos, foram declamados para a turma. 
Alguns dos sonetos produzidos para a atividade.
CANTIGAS TROVADORESCAS NA ATUALIDADE
O Trovadorismo foi um movimento literário e poético que surgiu na Idade Média no século XI. As cantigas são os principais registros da época, tradicionalmente divididas em cantigas de amor, de amigo, escárnio e maldizer. Porém, as características dessas cantigas podem ser facilmente encontradas em músicas da atualidade. Cada grupo ficou responsável por encontrar quatro músicas atuais com características do Trovadorismo.

PRODUÇÃO E ENCENAÇÃO DE TEXTOS TEATRAIS
As células foram agrupadas em três equipes diferentes. Assim, foram produzidos três textos teatrais. Houveram ensaios, seleção de trilha sonora, criação de cenografia e caracterização. As peças foram encenadas no dia 26 de junho, contemplando as turmas de Redes de Computadores (2º e 3º ano) e Eletrotécnica (2º ano). Veja:


  • "Rô e Jú" - Inspirada no clássico "Romeu e Julieta", falou do amor entre dois jovens de famílias rivais por causa do futebol, em que uma torcia Ceará e a outra, Fortaleza. A história ganha um rumo diferente e os dois finalmente se casam.

  • "Montanhas" - Contou a história de amor entre o jovem Pedro e a menina Helena. O rapaz deixa o envolvimento com as drogas e as más companhias para poder ficar com a amada.
    Cena da peça "Montanhas".

    Os protagonistas da peça "Montanhas".

    Elenco da peça "Montanhas".

  • "Segredos de Família" - Retratou uma noite de Natal em que uma família cheia de diferenças revela seus segredos diante de todos.
    Cena da peça "Segredos de Família".

    Cena da peça "Segredos de Família".

    Elenco da peça "Segredos de Família".

Atividades como estas proporcionam conhecimento aliado à descontração e diversão, revelando a presença do dinamismo e da interdisciplinaridade tão pregados pela pedagogia atualmente. A Equipe Alda Façanha News parabeniza a todos pela iniciativa.


  *REDAÇÃO - William Barros | FOTOGRAFIAS - Iranilson de Castro

quarta-feira, 10 de junho de 2015

1º ano de Eletrotécnica encena a peça “O Auto da Compadecida”.



Na manhã desta quarta-feira, 10 de junho, alunos do 1º ano do curso técnico em Eletrotécnica, sob organização da professora de Língua Portuguesa e Educação Artística Karina Menezes, realizaram a encenação de uma peça teatral.
Cena da peça encenada pelos alunos do curso técnico em Eletrotécnica (1º ano).

Clássico da literatura e do cinema nacionais, “O Auto da Compadecida”, obra do grande Ariano Suassuna, ganhou uma nova roupagem nas mãos dos alunos. Aqui, os protagonistas João Grilo e Chicó foram interpretados respectivamente, por Caio Henrique e Mizael Oliveira.
Caio Henrique e Mizael Oliveira, representando João Grilo e Chicó, respectivamente.

O momento contemplou o 2º e o 3º anos de Eletrotécnica, que puderam assistir a uma produção de qualidade, com cenas de muito humor, rendendo diversão para o público e até mesmo aos próprios participantes.
Uma das cenas da peça.

O elenco da peça reunido.
A equipe Alda Façanha News parabeniza a professora Karina Menezes e seus alunos.

domingo, 24 de maio de 2015

Sustentabilidade: Professores de Geografia desenvolvem projeto com sacolas retornáveis na EEEP Professora Alda Façanha.



Desde o início do mês, os professores de Geografia Raimundo Júnior e Valdeneide Lima, vêm desenvolvendo um novo projeto com as turmas de 1º ano da EEEP Professora Alda Façanha. A proposta é de que os alunos produzam modelos de sacolas retornáveis, que funcionem como uma segunda alternativa às sacolas plásticas descartáveis. O blog conversou com eles a respeito do assunto.
Os professores Raimundo Júnior e Valdeneide Lima, responsáveis pelo projeto.

Blog Alda Façanha News – Quem teve a ideia e qual foi o ponto de partida?
Valdeneide Lima – A ideia surgiu durante um trabalho do curso de Especialização em Coordenação Pedagógica, que faço na UECE, no qual deveria ser desenvolvido um projeto que fosse benéfico para a comunidade. Trouxe para a nossa escola, apresentei a ideia ao Júnior e ele se interessou. Decidimos trabalhar isso com as turmas de 1º ano.

Blog Alda Façanha News – O projeto inicia a partir das ideias dos alunos, mas como vai se dar prosseguimento após isso?
Raimundo Júnior – Terá início a produção das sacolas. Depois, pretendemos fazer um desfile, para que sejam escolhidos os modelos mais aplicáveis, que têm de ser bonitos, resistentes e que possam ser produzidos em larga escala. Após isso, buscaremos parcerias com alguns estabelecimentos. Teremos de convencer os empresários acerca da viabilidade do projeto, apelar para a consciência ambiental e inserir o consumidor no uso das sacolas retornáveis. De início, não pretendemos eliminar as sacolas plásticas, mas colocar uma segunda alternativa para o consumidor. Os lucros serão de acordo com os custos para a produção da sacola. O ideal é que custe menos de cinco reais. O destino do lucro ainda será decidido. O acordo com o supermercado deverá colocar em vista o consumidor, e não o lucro do estabelecimento. Mas em contrapartida, temos uma propaganda positiva do negócio, mostrando que há uma preocupação com o meio ambiente por parte daquela empresa.

Blog Alda Façanha News – O problema que o projeto se propõe a resolver é a demora na degradação das sacolas descartáveis. Que informações a respeito do assunto vocês levaram em conta para a formulação do projeto?
Raimundo Júnior – Dependendo do tipo de plástico, ele pode levar mais de 100 anos para se degradar. As sacolas plásticas derivadas do petróleo estão nesse hall de agentes poluidores do meio ambiente. E o Brasil tem uma produção muito grande dessas sacolas. Qualquer iniciativa ou projeto que venha a reduzir isso será benéfico. O exemplo maior é o estado de São Paulo, que já proibiu o uso das sacolas derivadas do petróleo e passou a utilizar sacolas biodegradáveis ou de outras origens. Isso tende a ser seguido em todo o Brasil, caminhando para o fim do problema.
Valdeneide Lima – Nesse caso, a agressão ao meio ambiente se refere mais especificamente ao solo, onde as sacolas são descartadas. Sabemos que a tarefa não será fácil, pois vivemos em uma sociedade altamente consumista, que já está acostumada com o uso das sacolas descartáveis e que tem consciência dos impactos dessa atitude, mas não desenvolve nenhuma prática em favor do meio ambiente. Conscientizar a população a trazer tudo em uma única sacola, que seja reutilizável, não será fácil. Assim como convencer os estabelecimentos a fazer essa troca.

O professor Raimundo Júnior também é professor da disciplina de Empreendedorismo. Ele e a professora Valdeneide falaram um pouco sobre a aplicabilidade do projeto às suas disciplinas.
Os dois durante a conversa com nossa equipe.
Blog Alda Façanha News - De que forma as disciplinas que vocês ensinam, Geografia e Empreendedorismo, podem se aplicar ao projeto?
Raimundo Júnior – Para o Empreendedorismo, se encaixa perfeitamente, pois trabalha o protagonismo juvenil, incentiva projetos ecologicamente sustentáveis, com rendimentos para os jovens e para a comunidade. Para a Geografia também, já que é uma disciplina que trabalha muito a questão do meio ambiente, do desenvolvimento sustentável.
Valdeneide Lima – É importante criar esse elo entre as duas disciplinas, por que à medida que o aluno está se tornando empreendedor, também deve desenvolver seu lado consciente para as questões ambientais.

Blog Alda Façanha News – E o que esperam colher desse projeto?
Valdeneide Lima – Sabemos que os alunos são bastante criativos, o que torna ainda maior a expectativa com relação aos resultados. Talvez tenhamos dificuldades com relação à escolha, por que já vimos ideias muito boas, um empenho enorme, e toda essa criatividade deles. Esperamos que dê certo, chegue à população e se expanda para outros lugares.
Raimundo Júnior – Tenho acompanhado esse projeto mais próximo aos alunos e vejo a empolgação deles. Desde o lançamento, já há alunos desenhando os modelos, logotipos, até mesmo projetos já prontos. Esperamos que sejam colhidos bons frutos com isso.

A equipe Alda Façanha News parabeniza os dois professores pela iniciativa e torce pelo sucesso do projeto.